Poucas vezes se descrevem outras datas festivas do calendário barranquenho. Por exemplo, no Natal, a CMB e alguns jovens transportam para o largo central — a praça da Liberdade, em frente à igreja, onde no Verão se realizam as touradas — a lenha que será acesa numa enorme fogueira na noite da consoada. Depois do jantar em família, as pessoas juntam-se no largo em volta do lume, cantam e, no caso dos jovens, tocam as zambombas pelas ruas da vila. A festa da família, a data preferida para baptizar as crianças, é também a data em que toda a comunidade se reúne no espaço público, mas de um modo mais virado para o interior, sem a “confusão” dos visitantes e, logo, classificada como mais “genuína” (Capucha, 2002).
No Carnaval, os rapazes dizem versos à porta das moças e os jovens, em conjunto, com quadras críticas, acertam contas entre os vizinhos. Nos “quintos” os mancebos despedem-se da comunidade antes de irem “a sortes” para a tropa. Na Pascoela a população vai “a flores” para o campo, no Cadaval, comer, beber, dançar e cantar, namorar e conviver. No dia 8 de Dezembro a comissão de festas feminina — homóloga da masculina, que organiza a festa de Agosto organiza outra procissão em honra de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Barrancos.







